terça-feira, 1 de maio de 2012

FIDALGOS E NINGUÉNS







Pintura Rupestre - Cueva de Altamira (Espanha)





Macondo era entonces una aldea de veinte casas de barro y cañabrava construídas
a la orilla de un rio de águas diáfanas que se precipitaban por un lecho de piedras
pulidas, blancas y enormes como huevos prehistóricos. El mundo era tan reciente, que
muchas cosas carecían de nombre, y para mencionarlas había de señalarlas con el dedo.


García Márquez. Cien Años de Soledad





No princípio, quando o mundo então pequeno, as gentes eram em si mesmas e nos bastava tê-las nos olhos. Ao mencioná-las, pouquíssimos sons: Eva, Esaú, Abel e Lia. Porém, por atenderem ao convite das alturas e, sobretudo, por gostarem disso, os viventes foram fecundos e se multiplicaram. E, em pouco, o mundo se viu apinhado de Elias, Josés e Sofias, tantas e tantos que careciam de especificações: “Severino da Maria, do finado Zacarias, lá da Serra da Costela, limite da Paraíba”. E, pra se distinguirem dos demais, impuseram-se epítetos e qualificativos apostos: Alexandre, o Grande; Manuel, o Venturoso; Isabel, a Redentora; Collor; o Caçador de Marajás...







Collor, o Caçador de Marajás
 ex-presidente do Brasil




Individuações suscitaram os apelidos de família ou sobrenomes. Assim, em louvor à terra natal, patriarcas fizeram herdeiros os de Lisboa, de Coimbra, de Assis, de Toledo, de Holanda, Romanos, de Pádua, Toscanos e Parises. Também os do Vale, do Monte, do Porto, da Costa, das Neves e Monteiros, da Rocha,  Castelos e Pedrosos, do Prado, do Rego, Salinas, Barrosos e Ribeiros. Atributos dalgum progenitor prolongar-se-iam nos Calvos, Penteados, Magris, Longos, Maldonados, Fortunatos e Leais, Pagotos, Falícios, Francos, Amados e Amarais, Puritas, dos Reis, Furtados e Modestos, Verdes, Cândidos, Brancos, Morenos e Negrões, Vermelhos, Pacíficos, Valentes, Severos, Botelhos e Brandões.




 Tor a Prehistoric Odyssey, de Joe Kuberty



Brotaram os Ramos, Carvalhos e Oliveiras, Pimentas, Figueiras e Pinheiros, Arrudas, Pereiras e Nogueiras, assim como os Matos, Silvas e Silveiras. E linhagens de bichos: Galos, Pintos, Aranhas e Baratas, Raposos, Carneiros, Cabreiras, Aguiares e Bezerras. Se o senhor de antanho achegava-se aos pescados, inaugurava estirpes de Peixotos, Vieiras, Sardinhas, Piranhas, Delfins e Camarões. Da lida diária nasceram os Linhares, Guerras, Pires, Botas, Motas, Machados e Espadas, Trabucos, Barbeiros, Ferros, Pratas e Ferreiras, Limas, Cunhas, Estradas, Correias e seus Juniores, Filhos e Netos.

 



Alley Oop (Brucutu), de V. T. Hamlin





Com a ganância como fetiche original (Caim significa possessão), inventaram de retalhar a terra e negociá-la aos metros quadrados. É que, para o usufruto de muito, uns poucos houveram por bem achacar os demais. E, vendo lucro até com o rabo dos olhos, acharam pertinente extorquir os semelhantes, confiscando-lhes té mesmo os sobrenomes. Assim nasceram os de Jesus, dos Santos e Santanas, dos Anjos, da Cruz e do Espírito Santo, além dos que, de tão bastardas descendências, vieram ao mundo por milagre do próprio Nascimento.


 

Captain Cavern (Capitão Caverna),
de Joe Ruby e Ken Spears




Urdiram-se ressentimentos. E, como cada fruto carrega em si patrimonial semente, legitimou-se que alguns Lobos devorassem os Coelhos; Leões e Casagrandes aos Cordeiros. Nessa tensão é que se deram invasões e descobertas de outras plagas. Genealogias tornaram-se senhas para a conjugação de “possuir” e “mandar”. Valia aos fidalgos a marca dos antepassados, um designar extenso como latifúndios e que incutisse medo nos vassalos. Num país atlântico, Pedro II veio a ser Sua Alteza Real Dom Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga. Nessa mesma sesmaria alastraram-se os Zés. Ninguéns úteis aos incluídos e agregados. Zés tíbios, retirantes desnaturizados, pagadores de tributos. Dos Anzóis.






Os Retirantes (1944), de Cândido Portinari. Óleo s/ tela,
103 x 97 cm, Museu de Arte de São Paulo 'Assis Chateaubriand'




Vi cómo eran elegidos los pedestales de la patria.
A las once de la mañana llegaron del campo las carretas atiborradas de inquilinos.
Era en invierno, mojados, sucios, hambrientos, descalzos,
los siervos de Chimbarongo descienden de las carretas,
torvos, tostados, harapientos, son apiñados, conducidos con una boleta en la mano...


Elección en Chimbarongo, de Pablo Neruda





121 comentários:

  1. Bom dia Romildo...bem oportuna sua crônica para a semana na qual são homenageados os trabalhadores...que possa no futuro advirem governantes verdadeiramente sábios que se proponham não somente a levar vantagens, mas que lutem verdadeiramente por um mundo mais justo e mais feliz pra todos...um grande abraço.
    Elza.

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  2. " ...e, vendo lucro até com o rabo dos olhos, acharam pertinente extorquir os semelhantes...".Quem sabe,Romildo...em outro primeiro de maio,você estará mudando sua crônica...é o meu desejo.
    Como você escreve bem..parabéns,adorei!
    Marta Mazzotta

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  3. Texto seu eu gosto sempre, cada vez mais. Você consegue expressar seus pensamentos de forma leve e macia. Hoje li a "Crônica do Sapato". Amei. Parabéns meu amigo Romildo Sant'Anna

    Nelio De Castro Gomes

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  4. Bela crônica de Romildo Sant'Anna:
    FIDALGOS E NINGUÉNS

    Paulo Bottas

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  5. Professor Romildo Sant'Anna, o conhecimento da história na ponta da caneta, a cultura no papel, parabéns.
    Basílio Neto Almeida

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  6. Muito bom!!!
    Vera Lucia Locilento

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  7. Muito saborosa a sua crônica, Romildo. Um abraço!"

    Sérgio Massagli

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  8. Gostei, mas isso não tem nada de especial, porque você é um craque da Língua! E mantenha seu sentimento sobre a triste realidade social, porque o homem é mesmo um grande predador e sempre estará extorquindo. Porém, tomara que seja só para nominar semelhantes!

    Paulo Roberto Dodi

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  9. Querido Romildo, sinto-me orgulhosa em fazer parte do rol de seus amigos, que nos são comuns. Pra você com meu carinho. "Tu que tens a capacidade de descobrir magia e beleza , ficas sabendo : és dono de todas as serras , dos caminhos ensolarados , dos remansos dos rios , de todas as praias , do horizonte , do colorido de todos os crepúsculos , do frescor das madrugadas , de toda a natureza e de todas as paisagens que teus olhos ávidos pelas letras , quem sabe pela poesia , vierem a captar .
    Se tens tempo , emoção e poesia para sentir beleza , são teus todos os lugares que te convidem a ficar e contemplar. Hermógenes

    Beijos e um forte abraço.


    Lourdes Basso

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  10. Bom dia Romildo Sant'Anna! Imagens perfeitas de crônica linda! Acolhendo buscas do nossa existência evolutiva... Que os "zés" que os governam o mundo possam receber luzes do Infinito (e as recebem, só não as deixam envolve-los..) para que num futuro de séculos, se assim o houver, uma história de mais paz possam ser ilustradas, pelas Sirleys, Marias, Rosanas, PEDROS, Josés, Romildos, da vida...bj grande, amigo!
    Sirley Jurado

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  11. Querido amigo , grata pela atenção . Linda e expressiva sua crônica , onde o "ter" , o " poder " , sempre foi dominante sobre o "ser " O maior "devorando " sem comê-los , malttratando-os mais que se o esquartejassem . A sua cronica maravilhosa , nos chama a atenção para a necessidade até nossos dias do ser humano "Ser " . Parabéns , sinto-me honrada em ler táo preciosa crônica. Amei.
    Lourdes Basso

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  12. Querido, já li. Saiba que trabalho na área de redação. Uso sua crônica. beijos
    Maria Luiza Tunussi

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  13. É sempre um prazer ler suas crônicas Romildo,Bom feriado.beijo
    América Casagrande

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  14. É um prazer ler suas cronicas Romildo.
    Continue escrevendo, voce tem muito talento.
    Parabéns !!! Abraço ...

    Sandra Chaves

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  15. ..." e vendo o lucro até com o rabo dos olhos..." Puxa, Romildo, gostei muito, aliás gosto sempre.
    Tantos nomes, tantos sobrenomes, pouca divisão, pouca justiça. Muita cobiça.
    Abraços
    Vera

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  16. Caro Romildo, seria de minha parte redundância aqui escrevinhar elogios a seu respeito, é sabido e certo que SJ do Rio Preto tem em você um grd escritor, melhor... Um historiador, melhor ainda! Um grande amigo.
    ____ Sensacional sua crônica, me orgulha e muito.
    grd abraço
    jf

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  17. OI ROMILDO,ADOREI SUA CRONICA.PARABENS POR USAR AS PALAVRAS TÃO BEM.BJOS

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  18. OI ROMILDO PARABENS,ADOREI SUAS PALAVRAS.UMA BELA COLOCAÇÃO PRA ESSA DATA.BJOS TEREZA NEVES

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  19. Grande Romildo,
    Na roda da vida, na esteira dos séculos, os Zés às vezes são Ninguéns, às vezes são fidalgos, às vezes em baixo, às vezes em cima, e a roda não para. E tudo é aprendizado. Você, por exemplo, agora é um fidalgo da literatura. Mas para isso já foi um Zé, há muito tempo... tanto que você nem se lembra: faz mais de três séculos... Parabéns, meu amigo.

    PS – Fiquei apreensivo pois ao longo do texto os Coelhos não eram mencionados. Até que, de repente, foram comidos pelos Lobos... Abração.
    Aristides Coelho Neto, de Brasília.

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  20. Urdira, em meio ao surgimento do vasto dadaísmo dos nomes, a cegueira dos homens; perpetuando através dos tempos, criadores e criaturas em herança de vasta ignorância, que se alastra e sobrevive cada vez mais firme, como se fôra realmente o firme fundamento da essência primeira, única, nossa; assassinada, extinta... remota! Eis a combustão da vida... multidão de "NINGUÉNS", aquéns!
    Renata Veloso

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  21. Fantástico!!!

    Renato Luz

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  22. AMEI MAIS ESSA CRONICA E JA COMPARTILHEI COM TODOS OS MEUS AMIGOS ,TAMBÉM...OBRIGADA ROMILDO


    Angelica Khauam

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  23. Romildo, excelente como sempre! abs

    Amélito Fidelis Santos

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  24. Grande Romildo,
    Eu disse que na roda da vida, na esteira dos séculos, os Zés às vezes são Ninguéns, às vezes são fidalgos, às vezes em baixo, às vezes em cima, e a roda não para. E tudo é aprendizado. Você, por exemplo, agora é um fidalgo da literatura. Mas para isso já foi um Zé, há muito tempo... tanto que você nem se lembra: faz mais de três séculos... Parabéns, meu amigo.PS – Fiquei apreensivo pois ao longo do texto os Coelhos não eram mencionados. Até que, de repente, foram comidos pelos Lobos... Abração.
    Aristides Coelho Neto

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  25. A dança das palavras cumprindo perfeitamente seu papel de historiar a nossa tragetória. Gostei Romildo Sant'Anna. Obrigada por mais este presente. Abraço.

    Rosa Maria Abrão

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  26. Amigo Mido, essa vai estourar no seu blog. Voce arrasou!
    Parabéns! Forte abraço. Sou seu fã.


    Antonio Carlos Del Nero

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  27. Rô, maravilhoso... quanta inspiração! Sem mais palavras, meu amigo, permito-me nesse instante saborear o universo de sentimentos que o seu texto causou em mim. Grande beijo no coração.

    Deborah Bighellini

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  28. Sen...sa...cio...nal...!!!
    Marcelo Ferri

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  29. Oi Romildo, li sua crônica e adorei!!! Ótima!! Obrigada pelo carinho, um ótimo fim de feriado pra vc tb!! Sua crônica tem tudo a ver com o " Dia do Trabalho" !!! Abraços !!!

    Rosane Beolchi Tavares

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  30. Romildo, conhecendo o autor e o seu prodígio de faculdade criadora nada me surpreende na cronica Fidalgos e Ninguens Voce continua produzindo literatura de alta qualidade pelo conteúdo e pela beleza do texto. Observa-se na sua exposição o entrechoque da escalada social visto por você de uma realidade diferente e inusitada. A sua cronica fugiu ao lugar comum. Parabéns. Aguardo apenas abrir uma vaga na ABL para lançar a sua candidatura por meritocracia A MAIS UMA CADEIRA DE IMORTAL.Meu abraço caloroso. Não se esqueça que voce me deve um capuccino.

    ALEXANDRE ISMAEL

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  31. Ola Romildo!!! Parabéns pelo seu Blog. Grande Abraço!

    Anderson Scriboni

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  32. Como você consegue bem colocar em palavras tudo aquilo que sente ! Que bom, Romildo, que não mudamos nada , parece que foi ontem nosso tempo de escola em que podíamos ler com prazer tudo aquilo que escrevia! Parabéns Romildo e obrigada pela oportunidade ...! Romildo é um excelente jornalista, escritor e um grande mestre!

    Carmensita Brito

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  33. Adorei, Romildo Sant'Anna - muito bom - como sempre !!!
    Eli Buchala

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  34. Romildo, essa crônica é um apêndice cultural de vasta concepção do mundo. ótima!
    Edvaldo Jacomelli

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  35. Impecável como sempre Querido, compartilhando...bjus no seu teu ♥
    Cibeli Cristiani

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  36. Rô, maravilhoso...quanta inspiração! Sem mais palavras, meu amigo, permito-me nesse instante saborear o universo de sentimentos que o seu texto causou em mim. Grande beijo no coração.

    Deborah Bighellini

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  37. "Adorei, simplesmente lindo!!!
    Giovana Mariano

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  38. Eu adoro sempre !!! Beijos querido !!!
    Chris Rudge Leite

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  39. Muito Bom!!
    Katia Topgian Rollemberg

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  40. Obrigada, Romildo!!! Eu sempre gosto muito do que vc escreve!! Beijão!
    Maria Zulene Bigatão

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  41. Querido, obrigada ....como sempre adorei!!! Um beijo enorme!!!
    Carla Francisco

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  42. Muito Bom!!!!
    É um prazer ler suas cronicas,bjs.

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  43. Romildo

    Longa vida pra vc, meu amigo! Antes de mais nada para podermos saborear por muito tempo suas crônicas de altíssimo nível. Comparo-as aos "marimbondos de fogo" do Zé do Bigode, que se diz descendente de Sir Ney, e membro da ABL e vejo que não é preciso lá estar para brilhar. Adelante! Siempre!

    José Manoel de Aguiar Barros

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  44. Obrigada, Romildo Sant'Anna por esta reflexao maravilhosa sobre nossa genealogia."
    Margarise Correa

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  45. A.D.O.R.E.I voce entende mesmo do que faz. Beijao e obrigada por sempre compartilhar comigo seus textos.
    Rô Lopes

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  46. Muito bacana Romildo Sant'Anna. Inclusive por citar o meu Pagotto, que é um toponímico de uma região do Veneto. Mas muitos sobrenomes que vc citou com origem de árvores são de cristão-novos. Minha mãe é Oliveira. Portanto, de raízes judaicas. Mas lembrando o início do seu texto, todos começamos com Adão e Eva rsrsrs.
    Marta Pagotto

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  47. Querido Romildo, gosto muito do seu blog e da suas crônicas; escreve uma sobre o José Antonio Silva; vou adorar! Beijos. Ótima semana!

    Aline Suélen Iiachinsk

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  48. Oi Romildo. Ótima crônica.Parabéns! Bjs
    Thais Romano Calil

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  49. "Adorei como sempre Romildo !!!
    Ana Luisa Togni

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  50. Vc é imbatível!!! Lógico que gosto, obrigada pela atenção!!! Qdo quiser que eu publique em meu site é só dar ok, bjão

    Denise Cursino

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  51. GRACIAS AMIGO! LO MISMO PARA TI UNA SEMANA LLENA DE MUCHAS COSAS BELLAS BENDICIONES HOY Y SIEMPRE.

    Constanza Neira

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  52. Adorei Romildo Sant'Anna, muito boa essa sua crônica sobre os fidalgos e ninguém...!!! Há um tempos já havia lido qualquer coisa sobre os sobrenomes de Santos, bichos, árvores.. e exaltava os povos sem tradição de famílias. E comecei a perceber que as pessoas mais pobres e que não tinham o poder de possuir e mandar, quase todas eram oriundas das tais famílias sem "tradição" - Pereira, de Jesus, da Conceição, dos Santos, Carvalho e por aí vai...!!! A minha mãe, era de Jesus, o meu pai Fernandes e o meu marido Liberalli, mas não herdei o de Jesus e virei "princesa" rsrsrsrsrsrsrsr


    Claudete Liberalli

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  53. E foi assim que eu também já vinha pensando nas tantas MARIAS... MARIA DAS DORES, MARIA DAS GRAÇAS, MARIA CLARA (desconheço alguma Maria Escura), MARIA HELENA MADALENA, MARIA ANA MARIANA, MARIA LUCIA, MARIA DO SOCORRO, MARIA VITÓRIA, MARIA filha de MARIA... e nos tantos filhos de MARIA... MARIA YPÊ DO BRASIL!!! (http://solangebalansieri.blogspot.com.br)

    PARABÉNS PELA SUA CRÔNICA SANT"ANNA (de Santa Ana???)

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  54. comentou seu link.
    Gostei imenso, professor Romildo. Crônica com enunciação semelhante a de um causo. Só que o assunto é erudito, embora as palavras sejam do dia a dia. Poesia na prosa. E, por fim, engajamento, militância literária. Quanta polifonia!! Sorte dos leitores. Eu fui um deles."
    João Adalberto Campato Jr.

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  55. Muito bonito! Obrigada por compartilhar! Ensinamentos poéticos são sempre bem vindos. Abraço.
    Camila Dos Anjos

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  56. Como vc pode ver está mais prá FIDALGO do que prá NINGUÉM... Parabéns, gosto das suas crônicas."
    Solange Balansieri

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  57. Obrigado pela lembrança Romildo Sant'Anna. Seus artigos são brilhantes! Um abraço e boa semana."
    Mauricio Bellodi

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  58. e assim caminha a humanidade. abçs marco cunha

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  59. "Eterno Romido"
    foi assim que me referi a vc essa semana, qdo me perguntavam sobre o que eu lia... E eu estava certa em dizer que leio o "eterno Romildo" porque vc, meu amigo, sendo eterno,eterniza tudo o que há de mais interessante nesse mundão de meu Deus!
    Beijos.
    PS: Senti falta dos Resendes e Nassures

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  60. Extraordinário, Romildo! Trouxeste para cá, pra tua crônica a universalidade antroponímica do mundo lusófono.
    Nem sequer esqueceste de nós: os de Jesus e os Santanas.
    Maravilha, meu amigo!

    Grande abraço!
    Jesus

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  61. Romildo voce consegue expressar suas crônicas de maneira pura simples, e ao mesmo tempo de um sentimento profundo, com nossas raizes envolvidas mas diferentes classes sociais.

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  62. Esta crônica do senhor que o estilo bíblico, por assim dizer, é bastante cativante. Muito por conta das enumerações. Há um quê de literatura de cordel ademais. Repito: polifonia agradável e enriquecedora.

    João Adalberto Campato Jr.

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  63. Curti muito sua crônica, de uma forma simples chega a uma dimensão que nos faz sentir que já estávamos lá atrás participando do certo ou do errado, que até hj permanece como era, poderosos e marginalizados. Gostei muito. Vc escreve com tanta simplicidade e sentimento. Parabéns pela crônica e que os valores sejam reavaliados de forma justa. Parabéns.
    Maria Dos Remedios Oliveira Alves

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  64. Olá Romildo Sant'Anna. É um gde prazer ler as crônicas. Venha tomar um café qq dia no atelier...Que vc tenha uma ótima semana . Gde abraço!
    Flavia Lima

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  65. eu li e adorei.
    Tereza Neves

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  66. Excelente, Romildo como tudo o que faz.

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  67. Texto de fôlego, formidável, meio Saramago, meio García Márquez, inteiro Romildo.
    Parabéns, amigo.

    Wilson Daher

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  68. É um prazer receber e ler suas crônicas!! Você se expressa de forma tão bela, com muita emoção e sentimento!!! Adorei, pois até hoje sou conhecida aqui em São José do Rio Preto, como a Ângela do Mário, quase ninguém me conhece pela minha profissão de Cirurgiã-Dentista! Parabéns pela sua crônica; bem oportuna pelo dia que escreveste..."Dia do Trabalho"! Que os valores sejam revistos! Um abraço!
    Ângela Rossignolo Dos Reis

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  69. Romildo realmente suas crônicas são ótimas, lúcidas e de uma intensidade que nos faz meditar... Isso é um diferencial nessa cultura (brasileira) de coisas mastigadas.. Gosto de pessoas que fazem a diferença. Ótimo dia pra vc. Bj
    Rita Amaral

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  70. Bom dia Mestre da Escrita!!!

    Carlos Dutra

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  71. Adorei! Vc escreve muito bem Romildo Sant'Anna! Parabens! Bjss

    Lourdes Carneiro

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  72. Exelente texto que vai de Princesa Izabel a Collor_ o caçador de marajás. O caçador que foi cassado! Me vejo um pouco dentro dessa história pois todas as mães são assim, meio sem identidade: Sou a Lu, mãe da Carol Thomé, prazer :)))))))))))
    Lu Thomé

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  73. Êita, muito boa, querido.
    Obrigada, beijo.

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  74. Gostei muito. Bem real.
    Vilceia Etechebere Vieira

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  75. Maravilhoso como sempre Romildo!...
    Dalva Almeida

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  76. Texto cheio de referências... muito bem escrito... valeu, Romildo Sant'Anna.
    Víviam Nálio

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  77. Parabéns Romildo Sant'Anna, bela crônica...abraço.
    Radigi Droubi

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  78. Mais uma bela obra literária de Romildo Sant'Anna, que nos presenteia com um belo texto amalgamado de signos iconográficos criando um linha temporal partindo das gênesis dos "neanderthal", chegando a contemporaneidade de uma forma descontraída e rica.
    Hunfrey

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  79. Oi Romildo, bom dia. Saudações corintianas, para vc. tb . Claro que gostei muito de sua nova crônica-imagem. Na companhia de Gabriel Garcia Marques, Neruda e do nosso Portinari, fica difícil segurar, explode coracão ... Gostou do jogo de ontem a noite? Grande abrc.
    Merli Maria Garcia Sofia Calsaverini Diniz

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  80. Lindo,Romildo,como sempre está de parabéns.Bj.
    Flávia Bueno

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  81. Gostei muito. Vc escreve bem demais, e traz ótimas referências.
    Leda Nascimento

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  82. Romildo,

    É extremamente gratificante dedicar um tempo a leitura de suas publicações. Verdadeira aula, sob todos os aspectos. Continuarei lendo e relendo....Parabéns!!! Abçs carinhosos! BFS!!! Osmar.

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  83. Romildo, adorei...mais uma vez nos agraciando com um ótimo texto!Abraços. Marilena

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  84. Nunca tinha pensado assim, agora penso.
    Não bastava Cecilia tinha que ser (ou ter) Cristina.
    E ainda, dos Santos que meu avô dizia por causa da marquesa e minha avó desmentia por devoção e proteção.
    Perdoe a brincadeira e obrigada pelo belo texto.
    Um grande abraço Cecilia Cristina

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  85. Olá querido Romildo, adorei a sua linda crônica !
    Abraço, Marco Breseghello

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  86. Olá meu amigo...um texto muito criativo e bem construido, parabéns pela inspiração. Abreijos, guida

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  87. Gostei muito !!! Obrigada bjos
    Ligia Maura Costa

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  88. Obrigada Romildo Sant'Anna, seus textos estão sempre impregnados de cultura e conhecimento. É sempre um grande presente tê-los postado em meu mural.
    Jaciete de Souza

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  89. Biográfico!! E no meu caso, geográfico: Terra, Terruggi!"

    Renata Terruggi

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  90. Caro amigo que vejo tao pouco ultimamente.. ; vou com certeza compartilhar seu blog com amigos especiais. Adorei .. Maravilhoso fim de noite. Abraços tb

    Martha Lucia D'Andrea

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  91. Meu caro Romildo belo texto.....assim como os demais que escreve. Parabéns!
    Jean Charles Serbeto

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  92. Adorei seu bog, esta bonito e interessante, obrigada por me apresentar a nova crônica, abraços.
    Nila Silvio

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  93. Ola Romildo... e sua cabeça não para". Mandei seu blog para o Charles Perrone, aqui dos EUA!
    Welson Alves Tremura

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  94. Adorei o blog , vc é o máximo. Bom final de semana pra você também. Que Deus te abencoe sempre. Bjujus
    Juju Mussi

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  95. e tantas filhas da mãe !!!! de Maria simplesmente...
    Almerindo Cardoso Alves

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  96. Gracias Romildo.Un gran abrazo y muchas bendiciones de Dios para ti y los tuyos.

    Edgardo Leandro Guerreros

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  97. Parabéns, amigo. Bem 'urdida', como sempre. Abraços.
    Vaz De Lima

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  98. Muito bom ....Paz pra ti amigo.."
    Luzia Bueno de Camargo

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  99. Excelente, Romildo Sant'Anna! Obrigado!"

    Rodrigo Londero

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  100. Olá ROMILDO,gostei muito da sua crônica.Vc se expressou de uma forma suave,gostoza e super inteligente.PARABÉNS ! SUCESSO! bjo.
    Maria Lais

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  101. Belíssimo texto Romildo, amei!! forte abraço.

    Tânia Esteves

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  102. Parabéns! Muito bom como sempre! Abs.

    Thais Ibanez

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  103. Na crônica "do sapato", você se refere a um universo masculino juvenil, que as mães conhecem muito bem, fazendo intercessões até em silêncio, como você muito bem escreveu.

    Mara Augusta Pessutti

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  104. Arrasou, Romildo, muito bom o texto! Vou segui-lo no Blogspot. Vale a pena esse BLOG.

    Tiago Mentor

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  105. MUITO LINDO!! ADOREI!! BJS.
    Clotilde Garcia

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  106. Como sempre, perfeita a abrangência, Fildalgos e ninguéns, todos são iguais, a diferença reside na honra, na moral, nos princípios, e para tanto independe de ser fidalgo e ninguém, além de ser um ótimo alerta que tais titulariedades fazem parte da vida cíclica, ora fidalgos, ora ninguéns, ou vice versa. Abs...
    Silvia Regina Hage Pachá

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  107. então que é para escrever eu digo que gosto do que leio quando vc escreve, tem alma e me causa um resultado positivo!!!

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  108. Parabéns, Romildo Sant'Anna! Texto literário riquíssimo. Uma verdadeira aula... fica aqui meu registro.
    Marcia Regina Spolzino Porto

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  109. Caro Rô, continuo, como sempre, curtindo muito suas crônicas! Grande abraço, Ana
    Ana Maria Gottardi

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  110. Gracias Romildo tu blog está buenisimo si sabés que me gusta!

    Luz María Saravia

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  111. Olá, Romildo Sant'Anna, já fiz uma primeira visita e perdi a noção da hora enquanto lia algumas crônicas. Simplesmente ótimas! Obrigada pela oportunidade de viajar por esse mundo de ideias, escritas em linguagem tão saborosa. Bj

    Karin Volobuef

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  112. .



    Gostei muito Romildo! Prosa saborosa, pra variar, e uma aula de história, sociologia e antroponímia, tudo ao mesmo tempo agora, com leveza, humor e a necessária acidez. Forte e caloroso abraço do amigo de sempre e leitor fiel.

    Jary Mércio Almeida Pádua

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  113. Esse é meu grande mestre...

    Silene Moreno

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  114. Mestre mais uma vez o Sr foi preciso e maravilhoso ... por fim todos somos filhos do mesmo Pai e cada um Lhe dá o nome conforme a sua própria Fé, seja lá o sobrenome que carregamos o que mais vale é sermos e nos comportarmos como verdadeiros irmãos! Abraços ... Capitão PM Pedro Augusto Martins Ribeiro

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  115. Olá Romildo Sant'Anna! Belo texto! Prazer partilhar contigo de suas ideias e criações. O canal está aberto. Abraço.
    Vinicius Carrasco

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  116. Como boa escrava do tempo somente hoje consegui ler, valeu apena ao ler seu texto passou como um filme em meus pensamentos. Da agricultura ao chip cada suor derramado, ao lembrar dos personagens que escreveram nossa história, pude sentir o vento refrescando o trabalho árduo que permitiu tantos feitos, mais derrotas e poucas vitórias, sendo a mais cruel a corrupção tão presente e devastadora. Até quando suportaremos os tumores gerados no capitalismo? Forte abraço, quem sabe poderemos marcar um encontro juntamente com o Valdecir Gerotto e o Jocelino para uma conversa acredito na força da arte para libertar as chagas da humanidade.
    Elaine Bueno

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  117. Romildo,eu nunca tinha olhado assim os sobrenomes.Obrigada por me mostrar mais esse lado da vida...Um beijo

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  118. Amigo Romildo, um "Silva", também apelidado por "Lopes" (não com "z") só pode se sentir prestigiado com sua amizade; quando mais não sendo eu um filho d'alguém e sequer um filho d'algo, kkk. Abraço amigo e um bom final de semana.

    Azor Lopes Silva Júnior

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  119. Excelente Romildo! Parabéns. Forte abraço!

    Arnaldo Vieira

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  120. Parabéns Romildo Sant'Anna pela crônica. Muito bom o Blog.

    Jean Rodrigues

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  121. Oi Romildo,tudo ok? Seu blog é uma verdadeira obra de arte, não poderia ser diferente, parabéns!

    Renan Marino

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